- Infantil
“A Menina que Queria Rodar a Baiana” resgata a tradição afro-brasileira
No livro, Tiago Freitas e Orádia Porciúncula resgatam a tradição afro-brasileira, mostrando o carnaval como resistência e afeto
Em A Menina que Queria Rodar a Baiana, o enredista e professor Tiago Freitas, em parceria com a ilustradora Orádia Porciúncula, cria uma narrativa encantadora que mergulha nas raízes das escolas de samba e celebra a força ancestral da cultura negra. Publicado pela Cortez Editora, o livro resgata a tradição afro-brasileira e é uma homenagem ao Carnaval, ao samba, apresentando esses elementos de forma lúdica e educativa para crianças e adultos.
A história acompanha Rafinha, uma menina negra que descobre o mundo mágico das escolas de samba ao visitar a quadra da Unidos da Saudade. Encantada com os sons da bateria e com a beleza das alas, ela decide que quer rodar a baiana, uma das alas mais importantes e simbólicas do Carnaval. Ao longo da narrativa, Rafinha aprende sobre os valores do samba, como respeito aos mais velhos, trabalho em equipe e a importância de preservar a ancestralidade.
Tiago Freitas é doutor em Letras, professor da rede municipal de Guarulhos (SP) e enredista de escolas de samba como Império de Casa Verde e Unidos de Bangu. Pesquisador do Carnaval e sambista, ele acredita na força da cultura como instrumento de transformação e alegria.
Tiago Freitas
EscritorAs ilustrações de Orádia Porciúncula, ricas em detalhes e inspiradas nas artes de matriz africana, complementam perfeitamente o texto de Tiago Freitas. Cada página é uma explosão de cores e significados, transportando o leitor para o universo vibrante das escolas de samba. A obra também aborda temas como resistência, diversidade e democracia, mostrando como o Carnaval é um espaço de luta e celebração da identidade negra.
Inspirado na história real de Bah e sua neta Laura, baianas da Império de Casa Verde, o livro vai além de uma simples narrativa infantil. Ele é um convite para conhecer e valorizar a cultura brasileira, destacando o papel das escolas de samba como guardiãs de tradições e como espaços de transformação social. A frase que diz “quando uma baiana gira, a poeira que levanta é de muito afeto, carinho e saudação às senhoras negras de luz” sintetiza a essência da obra: um tributo à força, à beleza e à resistência das mulheres negras.
A Menina que Queria Rodar a Baiana é uma leitura essencial para quem deseja entender o Carnaval não apenas como festa, mas como expressão cultural e política. Com uma linguagem acessível e ilustrações deslumbrantes, o livro é uma celebração da negritude e um chamado para manter viva a chama da ancestralidade.
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Por que ler este livro?
A obra vai muito além de uma história infantil: é um manifesto de resistência, um tributo às mulheres negras e uma celebração vibrante da cultura afro-brasileira. Com ilustrações potentes e uma narrativa cheia de afeto, o livro ensina sobre ancestralidade, diversidade e a força do samba como expressão política e cultural. Imperdível para quem ama literatura que emociona, educa e transforma.
FICHA DO LIVRO
Título
A Menina que Queria Rodar a Baiana
Autor
Tiago Freitas
Páginas
40
Editora
Cortez
Lançamento
2025
Idioma
Português
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