Escolas de Samba transformam livros em espetáculo
Escolas do Rio e SP levaram clássicos da literatura e autores para a avenida. Veja como livros inspiraram enredos inesquecíveis.
Escolas de samba transformam literatura em espetáculo de Carnaval
O carnaval inspirado em livros ganhou destaque em 2024, com escolas como Portela e Grande Rio adaptando obras literárias para a avenida. A Portela levou “Um Defeito de Cor” (Record), de Ana Maria Gonçalves, retratando a saga de uma africana escravizada no Brasil. Já a Grande Rio explorou mitos indígenas com “Meu Destino É Ser Onça” (Record), de Alberto Mussa.
No Rio, a Imperatriz Leopoldinense celebrou o cordel com “O Testamento da Cigana Esmeralda”(Tupynanquim), de Leandro Gomes de Barros. A Porto da Pedra mergulhou no saber ancestral com “Lunário Perpétuo” (Edições Demócrito Rocha), de Jerônimo Cortês. Em São Paulo, a Mocidade Alegre homenageou Mário de Andrade e sua “Pauliceia Desvairada” (Companhia Editora Nacional).
A tradição não é nova. Em 1987, a Mangueira enalteceu Carlos Drummond de Andrade, enquanto o Império Serrano (1989) levou Jorge Amado para a Sapucaí. A Colorado do Brás (2022) emocionou ao retratar “Quarto de Despejo” (Ática), de Carolina Maria de Jesus, mostrando como a literatura marginal ganha espaço no Carnaval.
Autores consagrados também já foram tema. A Mocidade Independente (2009) uniu Machado de Assis e Guimarães Rosa em um desfile sobre a diversidade da língua portuguesa. Já a Mancha Verde (2008) celebrou Ariano Suassuna e seu “Auto da Compadecida” (Nova Fronteira), destacando o humor e a cultura nordestina.
O carnaval inspirado em livros prova que a literatura não só conta histórias, mas também dança no ritmo do samba.
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